Câmara homenageia Antônio Ribeiro Romanelli
O advogado Antônio Ribeiro Romanelli foi agraciado com o título de cidadão honorário concedido pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. A solenidade ocorreu por indicação da vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB), e foi presidida pela vereadora Luzia Ferreira (PPS).

O advogado Antônio Ribeiro Romanelli foi agraciado com o título de cidadão honorário concedido pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. A solenidade ocorreu por indicação da vereadora Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB), e foi presidida pela vereadora Luzia Ferreira (PPS).
Luzia Ferreira, que diz ter feito questão de participar da homenagem, demonstrou sua admiração pelo homenageado, Antônio Ribeiro Romanelli , salientando a história de vida deste, bem como a coragem, o compromisso público, o saber jurídico e a valorização da vida humana e da democracia.
Currículo extenso
A vereadora Maria Lúcia Scarpelli observou que Antônio Ribeiro Romanelli sempre pautou sua vida na determinação, no compromisso e na ética. Dentre as atividades profissionais do homenageado, citou as seguintes: procurador do Município de Belo Horizonte, desde 1960, cargo no qual se aposentou em 1986; Conselheiro eleito da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB/MG, Seção de Minas Gerais, em 1960; presidente e advogado das Ligas Camponesas no Estado de Minas Gerais, posteriormente substituídas por sindicatos rurais; chefe da assessoria jurídica da Fundação Rural Mineira (RURALMINAS), de maio de 1984 a 1985; eleito, pela Chapa União, conselheiro da OAB/MG, para o triênio 1998 a 2000.
Prisão e exílio
Scarpelli ressaltou que o homenageado ficou preso, por quatro meses, em virtude de sua atuação como presidente e advogado das Ligas Camponesas. A vereadora informou que, por força do Ato Institucional nº 2, de outubro de 1965, Antônio Ribeiro Romanelli foi condenado a nove anos de reclusão, pela Justiça Militar, em virtude da transferência para sua competência de “crimes políticos”.
Segundo a vereadora, Romanelli foi asilado no Chile, onde permaneceu de maio de 1966 a dezembro de 1970, quando, absolvido pela mesma Justiça Militar, retornou ao Brasil.
Antônio Ribeiro agradeceu à Câmara Muncipal, em especial à vereadora Maria Lúcia Scarpelli, e ao povo belo-horizontino pela homenagem. O homenageado discorreu sobre sua origem e sua trajetória profissional e terminou sua fala citando uma frase de Rui Barbosa: “Belo Horizonte, por que belo se o belo apouca a majestade de Belo Horizonte?”
Presentes na homenagem
Também tomaram parte na solenidade: o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TER-MG), Kildare Gonçalves Carvalho; o ex-Presidente do TER-MG, desembargador Baía Borges; o ex-Presidente do TER-MG, desembargador José Tarcízio de Almeida Melo; o segundo vice-presidente, superintendente da Escola Judicial e ex-presidente do TER-MG, Joaquim Herculano Rodrigues; o desembargador Otávio Portes; a desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto; o desembargador Tiago Pinto; o desembargador Antônio Augusto Macedo; a secretária de Estado Extraordinária para Assuntos Institucionais, Maria Coeli Simões Pires; o vice-presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (AMAGIS), Maurício Torres; o presidente do Instituto dos Advogados de Minas Gerais, José Anchieta da Silva.