LEGISLAÇÃO E JUSTIÇA

Política Municipal de Robótica nas escolas públicas avança em 2º turno

Colegiado aprovou parecer favorável ao substitutivo apresentado pelo líder do governo. Matéria passa ainda por mais três comissões

terça-feira, 17 Março, 2026 - 17:30
adolescente constróem e manuseiam pequeno robô

Foto: Rodrigo Clemente/PBH

A Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) aprovou, nesta terça-feira (17/3), parecer favorável à emenda recebida pelo Projeto de Lei (PL) 434/2025, que tem como objetivo instituir a Política Municipal de Robótica, Letramento Digital e Tecnologia Educacional nas escolas da rede pública de Belo Horizonte. De autoria de Helton Junior (PSD) e outros oito vereadores, a matéria foi aprovada pelo Plenário em 1º turno e agora passa pelas comissões para avaliação do substitutivo apresentado por Bruno Miranda (PDT). Para o relator na CLJ, Vile Santos (PL), a emenda “mantém o texto de forma programática, respeitando a autonomia do Executivo para a gestão dos recursos e a escolha das soluções técnicas da política municipal”. Agora, o PL 434/2025 segue para análise das comissões temáticas antes de poder ir a Plenário novamente, quando vai precisar de pelo menos 21 votos favoráveis para aprovação definitiva. Confira aqui o resultado completo da reunião.

Uso pedagógico da tecnologia

“Promover a inclusão digital, o pensamento computacional e a integração crítica das tecnologias à prática pedagógica” é o objetivo principal do PL 434/2025. Para isso, a proposta prevê medidas como a oferta de oficinas e projetos de robótica e tecnologia nas escolas; a disponibilização de kits de robótica e recursos tecnológicos adequados ao ensino fundamental; e a instalação de espaços escolares destinados à experimentação e à aprendizagem prática com tecnologia, focando em metodologias interdisciplinares e acessíveis.

Para qualificar a aplicação das atividades, a política também trata do fomento à formação de profissionais da educação sobre o uso de tecnologias e desenvolvimento de competências digitais. Além disso, o texto determina o alinhamento dos conteúdos previstos à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), integrando-os a outras áreas de conhecimento.

Por meio dessas iniciativas, a matéria, segundo o texto do projeto, pretende desenvolver o "letramento digital", um conjunto de habilidades que vão do domínio de ferramentas tecnológicas à capacidade de compreendê-las e analisá-las. Para os autores do PL 434/2025, essa competência pode ser benéfica dentro do contexto educacional, ao ampliar o repertório dos estudantes, além de fortalecer a autonomia e incentivar a aprendizagem ativa. Estimular o raciocínio lógico, a criatividade, o pensamento crítico e a capacidade de resolução de problemas também faz parte das diretrizes da proposição, assim como a redução das desigualdades educacionais.

“Vivemos em uma sociedade profundamente marcada pela presença de tecnologias digitais e sistemas computacionais. O domínio dessas tecnologias é, hoje, uma competência essencial não apenas para o mundo do trabalho, mas para o pleno exercício da cidadania, a autonomia intelectual e a construção de soluções para os desafios contemporâneos”, declaram os autores da proposta. 

A emenda analisada na reunião desta tarde faz pequenos ajustes no texto e retira os dispositivos que estabeleciam parâmetros para os kits pedagógicos e plataformas tecnológicas. O restante do conteúdo foi mantido.

Junto com Helton Junior, também assinam o PL 434/2025 os vereadores Arruda (Republicanos), Cleiton Xavier (MDB), Helinho da Farmácia (PSD), Irlan Melo (Republicanos), Maninho Félix (PSD), Trópia (Novo), Wagner Ferreira (PV) e o vereador licenciado Lucas Ganem (Pode).

Tramitação

Antes de ir a Plenário novamente, o projeto deve passar pelas Comissões de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo; de Administração Pública e Segurança Pública; e de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor.

Superintendência de Comunicação Institucional

6ª Reunião Ordinária-  Comissão de Legislação e Justiça