COLETA SELETIVA

Projeto dispõe sobre receptores para coleta de lâmpadas

Projeto dispõe sobre receptores para coleta de lâmpadas A busca por maior eficácia na iluminação artificial aliada à economia de energia tornou cada vez mais comum a substituição das lâmpadas incandescentes pelas de mercúrio em Belo Horizonte.
domingo, 31 Agosto, 2008 - 21:00
Projeto dispõe sobre receptores para coleta de lâmpadas A busca por maior eficácia na iluminação artificial aliada à economia de energia tornou cada vez mais comum a substituição das lâmpadas incandescentes pelas de mercúrio em Belo Horizonte. A troca vem acontecendo não só nas indústrias e ambientes comerciais, mas também nas residências, o que aumenta a necessidade de controle maior no descarte desse produto. Levando isso em consideração, o vereador Alberto Rodrigues (PV) apresentou à Câmara Municipal o projeto de lei 1844/08.
O objetivo do projeto é fazer com que as Secretarias de Administração Regionais e as escolas municipais sejam equipadas com receptores para a coleta de lâmpadas de mercúrio, pilhas e baterias usadas em rádios, relógios, laptops, celulares, câmeras digitais e aparelhos eletrônicos portáteis, quando descartados ou inutilizados.
As lâmpadas de mercúrio, mais conhecidas como fluorescentes, são responsáveis por cerca de 70% da iluminação artificial utilizada na capital, e seu uso é incentivado pelo governo, pois garantem uma redução no consumo de energia de até 80% e têm durabilidade maior que as outras lâmpadas. “Por outro lado, a maior utilização do  produto traz a  preocupação: o da preservação da saúde humana e do meio ambiente”, afirma o autor do projeto.
O vereador Alberto Rodrigues explicou que as lâmpadas  fluorescentes são constituídas por um tubo selado de vidro, em cujo interior encontram-se gás argônio e vapor de mercúrio. “Enquanto o tubo estiver intacto, não oferece risco, mas ao ser rompido, libera o vapor de mercúrio que pode ser aspirado por aquele que manusear a lâmpada”, completa.
Atualmente, o produto é descartado pela população junto ao lixo comum, podendo contaminar o meio ambiente e afetar a saúde humana. A situação é a mesma para pilhas e baterias utilizadas em relógios, celulares e outros tipos de aparelhos eletrônicos e digitais. “Em regra, os resíduos deveriam ser tratados e depositados próximos aos locais onde foram gerados”, declara o vereador. “A situação é preocupante e necessita ser urgentemente solucionada com uma política pública que determine normas a serem adotadas como medidas preventivas”, conclui.
Informações no gabinete do vereador Alberto Rodrigues (3555-1186/3555-1186) e na Superintendência de Comunicação Institucional (3555-1105/3555-1216).