Seminário: BH e a crise econômica - 2ª matéria

Empresários, trabalhadores e administradores participam de seminário na Câmara, em 21/05, e avaliam crise em BH.

Na segunda reportagem sobre o seminário “Belo Horizonte e a crise econômica: impactos e superação”, realizado em 21 de maio, na Câmara Municipal, você acompanha como a crise vem impactando representantes dos mais diversos setores, que participaram do evento.

domingo, 24 Maio, 2009 - 21:00

Empresários

Guilherme Santos de LacerdaCom relação ao comportamento do consumidor, Guilherme Santos de Lacerda, empresário do setor ótico e proprietário da Optical Express, relatou que, pelo óculos ser um bem de valor aquisitivo maior, com a crise, as pessoas ficam mais precavidas em comprá-lo. “As vendas caíram cerca de 15% em relação aos anos anteriores. A crise influencia o emocional das pessoas, que preferem gastar mais com produtos alimentícios, vestuário, do que com um bem de poder aquisitivo maior”, avaliou Guilherme. Ele afirmou que a crise foi disseminada pela imprensa; “...mas, o seminário vai nos embasar quanto a medidas que possamos tomar daqui para a frente”, concluiu.

Representantes dos trabalhadores

Wagner Francisco Alves PereiraDe acordo com Wagner Francisco Alves Pereira, secretário da Executiva Nacional da União Geral dos Trabalhadores, o seminário também foi importante, pois discutiu um processo que está acontecendo no país. Mas, ressaltou que, apesar de todo o impacto da crise, que é divulgado, setores do governo e empresários alegam que ela não será tão forte, já que o Brasil é um país emergente e aponta para um PIB positivo. “De certa forma, isso também atinge os trabalhadores, porque a queda do PIB em 5%, certamente está gerando desemprego. Mas, temos lutado para que as empresas respondam por sua participação no social, e não descarreguem em cima dos trabalhadores todo o processo da crise”, enfatizou. Wagner considerou, por fim, que a crise será sanada ou diluída, no restante do ano de 2009, quando, segundo ele, apontam-se melhorias para o ano de 2010.

Conselho Regional de Administração

“Não estamos totalmente vacinados contra os efeitos da crise. Mas, estamos confiantes na possibilidade do Brasil superar alguns efeitos com mais comodidade e mais conforto, porque o Brasil se preparou para momentos difíceis”, constatou Célia Correia, do Conselho Regional de Administração. Ela destacou, ainda, que os administradores, gestores de empresas, aprenderam a enfrentar essas situações difíceis com um bom planejamento e  com uma ação eficaz, que são, também, princípios da administração. “É necessária a contratação de grandes administradores, pois temos que fazer uso dos princípios básicos: planejar, organizar, coordenar ou liderar, e controlar. Um bom exercício desses quatro princípios é o suficiente para dar  uma injeção de ânimo às organizações, concluiu Célia.

Sérgio Campos e Célia CorreiaSérgio Campos, também membro do Conselho Regional de Administração, analisou, por sua vez, que “...existe sim um cenário difícil, mas temos que continuar olhando para a frente e buscando alternativas para driblar esse cenário, não com demissões e sim com a criação de novos empregos e com a criação de projetos, o que, com certeza, vai fazer com que a economia circule”, analisou Sérgio. Para ele, empresas com profissionais de formação qualificada, como os administradores, conseguem driblar momentos menos favoráveis como este, ou, até mesmo, já estavam preparadas para enfrentá-lo.

Na terceira reportagem, você confere como a crise atingiu universitários, regionais, representantes dos trabalhadores e casas legislativas.

1ª Matéria
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