CÂMARA EM FOCO

Leonardo Ângelo é o entrevistado da semana em videocast da CMBH

O presidente da Comissão de Orçamento e Finanças fala de projetos, expectativas e de sua atuação à frente do colegiado

quarta-feira, 26 Novembro, 2025 - 14:45
O jornalista Alessandro Duarte entrevista o vereador Leonardo Ângelo no Plenário Amintas de Barros

Fotos: Rafaella Ribeiro/CMBH

Este ano, a Câmara Municipal de Belo Horizonte registrou um número recorde de sugestões populares recebidas tanto ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 quanto à Lei do Orçamento (LOA) 2026 e ao Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2026-2029. Ao todo, foram mais de 300 sugestões vindas de cidadãos belo-horizontinos. Para o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas, Leonardo Ângelo (Cidadania), a participação muito acima da verificada em anos anteriores foi um marco para o colegiado. “Não apenas eu, como presidente, mas também os outros quatro vereadores que fazem parte da comissão conseguimos, de alguma forma, atingir o coração da cidade”, afirma o parlamentar em entrevista ao videocast Câmara em Foco, que chega a seu 19º episódio. No bate-papo, ele conta sobre alguns de seus projetos, como o que cria a Política Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa e o que estabelece sanções para empresas que abandonem ou paralisem obras e serviços contratados pelo Município. Também fala de sua participação como presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs); e de suas expectativas para seu primeiro mandato no Legislativo Municipal.

Comissão de Orçamento e Finanças

Quando foi escolhido para presidir a Comissão de Orçamentos e Finanças Públicas, o jornalista Leonardo Ângelo afirmou que seria a “voz da população” no colegiado. No videocast, ele explica o que quis dizer com isso. “As pessoas não sabiam de fato o que era uma comissão de orçamento. Acho que a nossa linguagem é mais popular; procuramos ter um linguajar mais objetivo, mais simplório, para que de fato as pessoas possam entender ou passem a entender como as coisas tramitam nesta Casa”

Ele acredita que esse foi um fator essencial para o alto número de sugestões populares recebidas este ano para os projetos que tratam do orçamento da cidade. 

“Eu quero que Belo Horizonte seja construída em volta das sugestões de quem vive a cidade, de quem paga as contas, que é a população. A gente não abre mão de chegar cada vez mais perto da população para que ela não só tenha voz nesta Casa, mas para que a população seja a voz aqui na Câmara de Vereadores”, fala Leonardo Ângelo. 

Projetos de lei

De autoria de Leonardo, o PL 114/2025, que cria a Política Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, foi aprovado em 2º turno pelo Plenário em novembro. Para o vereador, é uma medida que tem por objetivo “preservar a integridade dos nossos idosos, para que eles tenham um pouco mais de segurança, um pouco mais de qualidade de vida”. Ele ressalta que entre 2020 e 2023 foram registradas quase 4 mil denúncias de violências contra essa população. “É um projeto de capacitação de quem cuida do idoso e que prevê inúmeras campanhas educativas para conscientização da população em relação a esse público”, diz.

Outro projeto de sua autoria, que tramita em 2º turno, é o PL 134/2025, que estabelece sanções para empresas que abandonem ou paralisem obras ou serviços contratados pelo Município. A ideia dessa proposta, ele conta, surgiu ao visitar, chamado por moradores, uma praça do bairro em que nasceu, o Esplanada. 

“Fui à Praça da Abadia e vi que ela estava há mais de um ano fechada, com as obras de reforma interrompidas. Fomos apurar e chegamos à conclusão de que uma empresa ganhou a licitação, simplesmente entendeu que as intervenções não eram mais viáveis e abandonou, deixando o ônus para Belo Horizonte”, afirma. 

Leonardo constatou, então, que situações como essas se repetiam em todas as regiões da cidade. “Esse projeto blinda a nossa BH de empresas que ganham licitação, iniciam o trabalho e lá na frente entendem que erraram no preço ou que não é mais viável ou que não é mais vantajoso”, diz.  A proposta determina que a interrupção de obras ou serviços por período superior a 60 dias sem justificativa devidamente aceita pelo órgão contratante fará com que a empresa fique impedida de operar junto à administração pública por até dois anos, conforme a gravidade da infração, garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Frente em defesa de ACSs e ACEs

Na presidência da Frente Parlamentar em Defesa dos ACSs e ACEs, Leonardo conta que a iniciativa surgiu da necessidade de que as categorias tivessem um plano de carreira. “Essa é a maior frente parlamentar de Belo Horizonte, com 37 dos 41 vereadores desta Casa, e é um dos orgulhos do meu mandato, principalmente por ser uma frente que está acima das ideologias”, salienta. 

Além do número de vereadores, o parlamentar destaca o fato de seu primeiro vice ser do PL, o Sargento Jalyson, e o segundo, do PT, Dr. Bruno Pedralva. “Isso mostra que estamos todos juntos, unidos, pelo bem das categorias”, diz. 

Expectativas para o restante do mandato

Prestes a completar um ano de mandato, Leonardo Ângelo se diz feliz e disposto a fazer a diferença. Para ele, cuidar de uma cidade com 2,5 milhões de habitantes “não é para qualquer um”. 

“Confesso que é uma vida nova. Um projeto desafiador e que estou vivendo dias muito diferentes dos que experimentei até aqui, na iniciativa privada”, diz.

Perguntado sobre o que gostaria de deixar de legado para a cidade, Leonardo contou "em primeira mão” que destinou emendas para criar um centro de saúde especializado para quase 20 mil atendimentos por ano no Hospital São Francisco, que atua exclusivamente no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “Saúde nunca é demais”, completa.

Superintendência de Comunicação Institucional

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