Belotur deve informar comissão sobre atrações pagas pela PBH no Carnaval
Outro requerimento aprovado solicita informações sobre um bloco que teria afrontado fiéis de uma igreja no bairro Santa Efigênia
Foto: Fabricio Mendes/PBH
A Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo aprovou nesta quarta (11/2) o encaminhamento de um pedido de informações à Prefeitura e à Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) sobre as atrações musicais contratadas e pagas pelo Município para o Carnaval de 2026. Autora do requerimento, Iza Lourença (Psol) alega o entendimento de diversos agentes carnavalescos, que consideram problemática a presença de muitas atrações de fora da cidade, em detrimento da valorização de artistas locais. Também relacionada ao carnaval, outra proposição requer informações sobre um bloco que desfilou há uma semana pela Rua Niquelina, no bairro Santa Efigênia, que teria desrespeitado as famílias que participavam de um culto no local. Confira aqui a pauta completa e o resultado da reunião.
A programação do Carnaval de BH 2026 anunciada pela Prefeitura de BH confirma a presença de artistas de projeção nacional como Xamã (Bloco do Malvadão), Banda Eva, Luísa Sonza, Zé Felipe, Michel Teló, Marina Sena e Clayton & Romário. Em seu requerimento, Iza Lourença busca obter esclarecimentos sobre o financiamento público dos shows e blocos puxados por artistas não locais, contratados pela prefeitura. O pedido de informações questiona quantas atrações culturais anunciadas serão pagas pela PBH (sem considerar a subvenção para os blocos de rua contemplados pelo edital da Belotur) e qual o valor destinado a cada uma delas; se houve diferença no prazo para registro de blocos de artistas renomados que não são de Belo Horizonte; e quais os critérios para a contratação de atrações não locais.
“Intolerância religiosa”
Assinado por Wanderley Porto (PRD), o outro requerimento solicita informações aos mesmos destinatários acerca do bloco de carnaval que desfilou pela Rua Niquelina, no bairro Santa Efigênia, no dia 5 de fevereiro de 2026, por volta das 21h. A justificativa da proposição menciona relatos e imagens registradas por pessoas que participavam de um culto em uma igreja localizada na referida via, segundo as quais os foliões teriam realizado gestos considerados desrespeitosos e ofensivos à fé cristã em frente ao templo, fato que gerou revolta e questionamentos.
Diante dos fatos, o vereador quer saber qual é o nome oficial do bloco e quem são seus organizadores ou responsáveis; se a agremiação possuía autorização oficial para desfilar naquela data, horário e trajeto; se houve acompanhamento da Belotur, da Guarda Municipal ou de outros órgãos competentes durante o evento; e se há previsão de aplicação de sanções como suspensão ou cassação de autorização e impedimento de participação em futuras edições do Carnaval para blocos que pratiquem intolerância religiosa.
Superintendência de Comunicação Institucional



