Sequestros e desaparecimentos de crianças e adolescentes em pauta na terça (31)
Encontro acontece no Plenário Helvécio Arantes, a partir das 10h, e pretende fortalecer estratégias de prevenção e proteção
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Em 2025, o Brasil registrou 23.919 casos de crianças e adolescentes desaparecidos, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Minas Gerais é o terceiro estado com maior número de casos (2.493), ficando atrás somente de São Paulo (5.015) e Rio Grande do Sul (3.102). Para discutir esse tema, a Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor vai realizar uma audiência pública na terça-feira (31/3), às 10h. Rubão (Pode), requerente da reunião, justifica que o objetivo é “promover o diálogo entre o poder público, instituições do sistema de justiça e organizações da sociedade civil que atuam na defesa e promoção dos direitos da criança e do adolescente, fortalecendo as estratégias de prevenção, proteção e responsabilização”. O encontro é aberto ao público, podendo ser acompanhado presencialmente no Plenário Helvécio Arantes ou pelo portal e canal da CMBH no YouTube.
Aumento de casos
Só em janeiro e fevereiro deste ano, Minas Gerais já registrou 389 desaparecimentos de menores de 18 anos. No ano passado, praticamente sete jovens sumiram por dia, uma alta de aproximadamente 39% comparado aos dados de 2024. Casos recentes, como o sumiço da menina Alice Maciel Lisboa, de 4 anos, encontrada após três dias de buscas, chamam atenção para o tema.
Para prevenir desaparecimentos de menores, o Ministério da Justiça recomenda alguns cuidados como redobrar a atenção em grandes eventos ou multidões; marcar pontos de encontro em locais públicos; orientar que a criança memorize seu nome completo e de responsáveis, bem como endereço e telefones importantes; monitorar uso de internet e redes sociais; e tirar, desde cedo, as documentações pessoais das crianças, como RG e CPF.
Importância do registro
A Polícia Civil reforça a importância de que desaparecimentos sejam registrados com rapidez, não sendo necessário aguardar 24 horas. O boletim de ocorrência pode ser feito imediatamente assim que se perceba a quebra na rotina, em qualquer delegacia de polícia. As primeiras horas são essenciais para as investigações. Ao fazer o boletim, é necessário fornecer o máximo de detalhes possível, como foto recente, descrição de roupas e características físicas.
A partir do boletim de ocorrência, a Polícia Civil instaura um procedimento de investigação, o que permite a integração entre as forças de segurança, órgãos públicos, hospitais e outros setores para a emissão de alertas. Casos envolvendo crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência têm prioridade.
Convidados
Para a discussão do tema na Câmara, foram convidados representantes da Guarda Civil Municipal, do Ministério Público e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. Também foram chamados órgãos de proteção a crianças e adolescentes, como integrantes do Conselho Tutelar e do Juizado da Infância e da Juventude de Belo Horizonte. Completam a lista gestores de escolas públicas da capital.
Superintendência de Comunicação Institucional


