Em discussão na segunda (11), implantação do programa Jardins do Sagrado
Projeto de valorização das culturas tradicionais será debatido no Plenário Helvécio Arantes, a partir das 13h30
Foto: Jean Lucas/PBH
A Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana vai receber lideranças de religiões de matriz africana, além de representantes de órgãos da cultura e do meio-ambiente da Prefeitura de Belo Horizonte, na próxima segunda-feira (11/5), a partir das 13h30, para discutir sobre o Programa Jardins do Sagrado. A finalidade do encontro, segundo o requerimento apresentado por Iza Lourença (Psol), é debater a implantação do programa, bem como seu cronograma de obras e execução. A iniciativa é um projeto da prefeitura, lançado em 2019, com o objetivo de divulgar e apoiar os saberes ancestrais dos povos tradicionais na utilização cultural das plantas. Entre as ações, estava prevista a construção de um jardim etnobotânico no Parque Lagoa do Nado, na região norte da cidade. A discussão é aberta ao público e pode ser acompanhada presencialmente no Plenário Helvécio Arantes ou de maneira remota no portal ou canal do YouTube da CMBH.
Saberes tradicionais
Em 2019, a prefeitura lançou o projeto “Jardins do Sagrado, Cultivando Insabas que Curam”. A iniciativa, segundo informações da PBH, integra a política de Patrimônio Cultural do Município, e previa, à época de sua divulgação, a construção de um jardim etnobotânico no Parque Lagoa do Nado, com o plantio, coleta e troca de mudas. Além disso, também estava programada a elaboração de uma regulação para viabilizar o acesso e a coleta de folhas em determinadas áreas verdes da cidade.
Ainda de acordo com a prefeitura, a medida pretendia dar visibilidade às tradições afro-brasileiras e indígenas além de “garantir a preservação das memórias, dos símbolos e das narrativas dos grupos humanos, incluindo os que são colocados à margem nas histórias das cidades".
O projeto também deu origem a uma série de vídeos e a um livro, produzidos em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais entre 2023 e 2024. A série, composta por nove episódios, acompanha lideranças de comunidades tradicionais afro-brasileiras e indígenas em rituais e cantos de saudação às plantas, árvores, folhas e entidades a elas associadas.Todos os filmes foram gravados em Belo Horizonte, nos Parques Mangabeiras e Lagoa do Nado, assim como na Mata da Baleia e na Estação Ecológica da UFMG.
Convidados
Para debater o assunto foram convidadas lideranças religiosas de matriz africana e de organizações culturais, como a coordenadora do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira (Cenarab), Makota Celinha, e o Pai Ricardo, da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente.Também devem estar presentes representantes das secretarias municipais de Cultura e de Meio-Ambiente; da Fundação Municipal de Cultura; e da Fundação Municipal de Parques Municipais e Zoobotânica, além do gerente de parques das regionais Venda Nova e Norte.
Superintendência de Comunicação Institucional


