Veto ao financiamento público de shows com apologia ao crime em pauta na sexta
PL que tramita em 1º turno também proíbe contratação de artistas com conteúdo sexual explícito ou incentivo ao uso de drogas em eventos
Foto: PBH
Pode ser votado nesta sexta-feira (13/3), às 14h30, o Projeto de Lei (PL) 25/2025, que estabelece a proibição do financiamento com recursos do Município de shows, bandas e eventos abertos ao público que façam apologia ao crime organizado, facções criminosas, tráfico de drogas ou violência. O texto também veda a contratação de artistas que realizem apresentações com conteúdos de natureza sexual explícita ou incitação ao uso de drogas. A proposta tramita em 1º turno e precisa do voto favorável da maioria dos parlamentares (21) para continuar a tramitação em 2º turno. Caso seja aprovado, o projeto retorna às comissões para análise de emenda. A reunião será realizada no Plenário Amintas de Barros e pode ser acompanhada presencialmente ou pelo portal ou canal da Câmara no Youtube.
Justificativa
O autor, vereador Vile Santos (PL), argumenta na justificativa que eventos que exaltam comportamentos ilegais ou violentos podem contribuir para a normalização dessas práticas na sociedade, especialmente entre os jovens, considerados mais vulneráveis à influência de conteúdos que “romantizam o crime”. Segundo ele, a iniciativa de coibir shows que façam apologia ao uso de drogas e a facções criminosas está fundamentada em considerações sociais, culturais e de segurança pública.
“Em um contexto onde a violência urbana é uma preocupação crescente, shows que promovem facções criminosas podem intensificar rivalidades e conflitos, gerando um ambiente de instabilidade que coloca em risco não apenas os participantes do evento, mas também a segurança de moradores e comunidades próximas”, afirma Vile Santos.
O parlamentar também sustenta que a competência municipal para regular o uso de recursos públicos está garantida pela autonomia dos entes federados, prevista na Constituição Federal. “Nesse sentido, a presente iniciativa busca proteger o patrimônio cultural da cidade, promovendo a boa aplicação dos recursos públicos”, destaca.
Tramitação
O projeto recebeu parecer favorável da Comissão de Legislação e Justiça, que opinou por sua constitucionalidade, legalidade e regimentalidade. A proposta também obteve aval das Comissões de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo; e Administração Pública e Segurança Pública.
Já a Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor aprovou parecer pela rejeição da matéria. O argumento é de que haveria vício de iniciativa, já que a vedação proposta implicaria imposições fiscalizatórias, demandando esforços por parte do Executivo municipal.
Superintendência de Comunicação Institucional


