MULHERES

Em debate situação de mães que não podem acompanhar filhos internados no contexto da pandemia

Na reunião, foi lembrado o Dia do Orgulho e Visibilidade Lésbica, comemorado nacionalmente em 29 de agosto

segunda-feira, 24 Agosto, 2020 - 19:30
Foto: William Delfino/CMBH

Com protocolos sanitários para evitar a propagação da Covid-19, hospitais têm proibido a permanência de acompanhantes de pacientes internados com suspeita de contaminação, mesmo em caso de indivíduos vulneráveis como crianças, adolescentes e pessoas com deficiência. Preocupada com o risco desses pacientes sofrerem abuso e a situação de mães que não podem acompanhar seus filhos, a Comissão de Mulheres aprovou, nesta segunda-feira (24/8), a realização de reunião com convidados no dia 31 de agosto, às 10h. Foi lembrado o caso de estupro de uma criança com paralisia cerebral desacompanhada, ocorrido em 2015, no Hospital Infantil João Paulo II. Na reunião, foi lembrado, ainda, o Dia do Orgulho e Visibilidade Lésbica, comemorado nacionalmente em 29 de agosto. 

Sobre o caso ocorrido em 2015, houve tentativa de culpabilizar a mãe, por estar ausente na noite do crime; mas para a Justiça, é dever do hospital preservar a integridade física dos pacientes. No mês passado, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) a pagar R$ 150 mil de indenização para a mãe da criança. 

Serão convidados para a reunião representantes da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais, Mônica Fernandes Abreu, Ondina Alves Flausino, Jussara Duarte, Joselma da Fonseca, Conceição de Jesus e Carlos Augusto dos Passos Martins, a mãe da adolescente, Keylla da Conceição Silva, e a conselheira tutelar da Regional Nordeste, Luciana Aparecida Silva Fidelis.

Orgulho e Visibilidade Lésbica

Na oportunidade, lembrou-se o Dia do Orgulho e Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto. A data foi escolhida por causa do 1º Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), que aconteceu em 1996. Organizado pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (COLERJ), grupo que existia na época, o seminário usou o tema de “Visibilidade, Saúde e Organização” para falar sobre sexualidade, prevenção de ISTs e HIV/AIDS, trabalho e cidadania. Por causa do importante marco para a história dos avanços de direitos das mulheres lésbicas, o dia foi escolhido para representar a importância do combate à lesbofobia.

Os (as) vereadores (as) falaram sobre especificidades desconhecidas no atendimento à saúde desse público, incluindo a área ginecológica, e a falta de acesso a emprego e moradia. Ressaltou-se, ainda, a relevância do debate acerca das diversidades do universo feminino, bem como conquistas políticas da comunidade LGBT, com a ampliação de 46% nas candidaturas desse público nas eleições de 2020, em relação ao 2016.

Assista ao vídeo da reunião na íntegra.

Superintendência de Comunicação Institucional 

21ª Reunião Ordinária - Comissão de Mulheres