Plenário

Aprovada devolução de ônibus comprado com dinheiro público ao fim do contrato

Também em 1º turno, foi aprovado reajuste salarial da educação; votação definitiva já é nesta quinta-feira

quarta-feira, 13 Março, 2024 - 18:15

Foto: Abraão Bruck/CMBH

Com o voto de minerva do presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Sousa Marques de Azevedo (sem partido), o Plenário aprovou, em 1º turno, nesta quarta-feira (13/3), o projeto de lei que determina que os ônibus adquiridos com recursos públicos, por meio de subsídios, sejam declarados propriedade do Município ao término do contrato, daqui a quatro anos. A medida, proposta por Fernanda Altoé (Novo), precisava de maioria dos votos dos presentes, mas a votação ficou empatada (17 "sim" e 17 "não"), cabendo ao presidente - que normalmente não vota - a decisão pela aprovação. O Plenário também aprovou, em 1º turno, o PL que trata do reajuste salarial dos servidores municipais da educação. Os dois projetos estarão em pauta amanhã (14/3), quando podem ser votados em definitivo. Ainda durante a reunião, Marcela Trópia (Novo) chamou a atenção para a baixa execução das emendas parlamentares. 

Assinado por Fernanda Altoé, o PL 771/2023 altera a Lei 11.458/2023 e estabelece que os ônibus adquiridos a partir da instituição da remuneração complementar por quilômetro rodado sejam devolvidos ao Município pelas concessionárias ao final do contrato, já que o poder público passou a concorrer com 90% do custo de aquisição. 

A parlamentar lembrou que a Câmara liberou o subsídio para as empresas concessionárias e que os veículos têm vida útil de até 12 anos. “Daqui a quatro anos, o contrato chega ao fim, esses ônibus poderão ser usados em outra cidade. Ou seja, o bem comprado com o dinheiro público vai ficar como patrimônio da empresa,” afirmou. Segundo Fernanda, a proposta é que os ônibus adquiridos com recursos do subsídio sejam declarados propriedade do Município ao fim do contrato. 

Ao defender o voto contrário, o líder do governo na CMBH, Bruno Miranda (PDT), afirmou que não é possível alterar o contrato em vigor e tais mudanças poderão ser efetivadas quando da elaboração de um novo contrato de concessão. A autora defendeu que a alteração será na lei e não no contato.

Como a proposta não recebeu emendas, já foi incluída na Ordem do Dia desta quinta (14/3), às 15h, para a votação em 2º turno. Depois disso, será encaminhada à Prefeitura, que pode sancionar ou vetar a medida.

Reajuste da Educação

Também foi aprovado em 1º turno o PL 852/2024, de autoria do Executivo, que concede reajustes remuneratórios aos servidores e empregados da área de atividades de Educação. De acordo com o texto, o reajuste salarial de 4,03%  aos servidores da educação da administração direta será concedido a partir de agosto de 2024, seguido por reajustes adicionais de 1,82% em novembro e de 2% dezembro do mesmo ano. A proposição também autoriza o pagamento de piso salarial nacional aos professores municipais que não optaram por planos de carreira específicos. A proposição também prevê a concessão de bolsas de formação aos professores municipais e para a educação infantil. 

Bruno Miranda destacou que o PL também propõe a concessão de bolsas de formação profissional como forma de incentivo à adesão ao programa de Ação Nacional da Criança Alfabetizada. Claudiney Dulim (Avante) ressaltou que a proposta foi construída com a classe trabalhadora.

O PL foi aprovado por unanimidade e anunciado para constar na pauta de votação em 2º turno no Plenário desta quinta-feira (14/3). 

Emendas parlamentares

Marcela Trópia usou o microfone para denunciar a inoperância da Prefeitura quando se trata de emendas impositivas. De acordo com ela, estudo feito pela assessoria demonstrou que menos de 20% das emendas foram executadas. A parlamentar ressaltou que as emendas impositivas resultam do trabalho dos parlamentares de fiscalizar e propor soluções para a cidade quando a PBH não dá conta de atender. “São coisas importantes para a comunidade que podem ser resolvidas com esses recursos, mas para isso a PBH tem que fazer a parte dela”, disse. Ao lembrar que os recursos oriundos de emendas impositivas têm prazo para execução, ela assegurou que vai pedir explicações ao governo.

Superintendência de Comunicação Institucional 

19ª Reunião Ordinária: Plenário