REUNIÃO COM CONVIDADOS

Moradores denunciam falta de água sem aviso da Copasa

Rodízio feito pela empresa em março teria afetado moradores em mais bairros que o previsto. Empresa e PBH foram convidados 

segunda-feira, 11 Abril, 2022 - 09:30
Foto: Pixabay

Amplamente divulgado pela imprensa de Belo Horizonte, o rodízio ou revezamento no fornecimento de água em bairros de BH e da Região Metropolitana afetou mais de duzentas comunidades na capital e em Betim, Contagem, Santa Luzia, Ribeirão das Neves e Vespasiano. O revezamento ocorreu, segundo a Copasa, devido ao rompimento, no dia 1º de março, de uma adutora no Sistema Serra Azul, localizada na bacia do Rio Paraopeba, em Juatuba. Segundo a Copasa, em BH seriam afetados os bairros Itapoã e Santa Amélia, na Região da Pampulha, e outros na Região de Venda Nova. As razões e os prejuízos causados pelo desabastecimento serão debatidos em reunião com convidados promovida pela Comissão de Saúde e Saneamento, na próxima quarta-feira (13/4), às 13h, no Plenário Helvécio Arantes, a pedido da vereadora Bella Gonçalves (Psol). Denúncias de moradores de outros bairros que não constavam na lista da Copasa motivaram o pedido.

Rompimento de adutora e desabastecimento

No dia 8 de março a Companhia de Saneamento de Minas Gerais fez o anúncio: haverá rodízio no fornecimento de água em alguns bairros de BH e cidades da Região Metropolitana. O abastecimento será suspenso após três dias de fornecimento e retomado após 24 horas. Ainda segundo a empresa, nenhum morador ficaria sem água por mais de um dia. A medida duraria até o dia 20 de março, tempo suficiente para a construção de estrutura temporária de adutora que se rompeu sobre o Rio Paraopeba. A estimativa era que 500 mil pessoas fossem afetadas.

No entanto, segundo requerimento enviado à comissão por Bella Gonçalves, foram “levantadas denúncias de que alguns bairros, inicialmente não constantes da listagem daqueles que sofreriam desabastecimento, foram afetados gerando transtornos a diversos moradores que se viram impactados pela falta d'água sem qualquer notificação ou aviso prévio, caso da Vila Maria na Região de Venda Nova, bem como da Vila da Luz, Bairro São Francisco”. Ainda segundo a vereadora, de acordo com reportagem publicada em jornal de BH, teria havido “uma possível relação entre bairros com os maiores índices de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) na cidade e que não entraram em sistema de rodízio, ao passo que algumas regiões de maior percentual populacional em situação de vulnerabilidade ou menor IDH, entraram em rodízio sem sequer serem informadas.”

Diante da denúncia, a vereadora quer ouvir as partes envolvidas para que os moradores tomem ciência do que verdadeiramente ocorreu e das medidas que serão tomadas. “A presença dos convidados se justifica no intuito de fazer compreender quais os critérios utilizados pela concessionária para definição dos bairros impactados pelo racionamento e qual o papel desempenhado pela PBH tanto na definição dos bairros como no sentido de garantir o reequilíbrio do abastecimento e uma distribuição equânime do serviços de fornecimento, respeitando a isonomia e compreendendo a essencialidade do direito de acesso à água”, afirmou Bella ao solicitar a presença do secretário Municipal de Obras e Infraestrutura, Josué Valadão; e do diretor-presidente da Copasa, Carlos Eduardo Tavares de Castro.  

A reunião será transmitida pelo Portal da Câmara e pelo canal do Legislativo Municipal no Youtube.

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