Vereadores mirins de 2026 tomam posse no palco das decisões do Legislativo
Propostas desenvolvidas pelos estudantes serão encaminhadas às comissões da CMBH e poderão se tornar indicações e projetos
Foto: Cristina Medeiros/CMBH
Os estudantes eleitos para a 17ª Legislatura do Projeto Câmara Mirim tomaram posse nessa quarta-feira (24/6), na sede do Legislativo municipal. Na cerimônia, os jovens do ensino fundamental de escolas públicas e privadas da capital fizeram o juramento solene e assinaram o livro de posse. A candidata mirim mais votada nestas eleições, Julia Almeida, do Colégio Batista, disse ser "algo único" a possibilidade de representar sua escola, colegas e comunidade. A vereadora Professora Marli (PP), bem como os representantes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e do Centro Pedagógico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), parceiros do Câmara Mirim, destacaram as oportunidades formativas que o projeto oferece aos estudantes. Além de aprenderem sobre o processo legislativo, os participantes desenvolvem habilidades de oratória e trabalho em equipe, discutem problemas das comunidades e formulam propostas para solucioná-los. Ao final do programa, que contará com uma série de visitas dos adolescentes à Câmara Municipal, as propostas de melhoria para a cidade por eles desenvolvidas e aprovadas serão encaminhadas às comissões permanentes da CMBH. A partir daí, os vereadores de Belo Horizonte analisarão a viabilidade das propostas formuladas pelos estudantes, que poderão vir a tramitar pela Casa na forma de indicações ou projetos de lei.
“Hoje, vocês iniciam uma experiência muito importante de cidadania, diálogo e participação. A política também se constrói com escuta, respeito às diferenças e vontade de melhorar a vida das pessoas; e vocês terão a oportunidade de aprender e contribuir com ideias para nossa cidade”, disse Professora Marli.
Construção da democracia
Coordenado pela Escola do Legislativo da CMBH, o Projeto Câmara Mirim conta com a parceria da Secretaria Municipal de Educação, do Centro Pedagógico da UFMG e do TRE-MG. Durante a solenidade de posse, o diretor executivo substituto da Escola Judiciária Eleitoral, Auro Aparecido Maia de Andrade, destacou a importância do evento como sustentáculo de um “sonho de democracia que se renova a cada dia". “A responsabilidade com que agimos e comportamos transmite a nossa compreensão e senso de responsabilidade para com os valores democráticos que temos que construir”, disse.
A representante do Centro Pedagógico da UFMG Jurema Heloísa Coutinho destacou que, em iniciativas como o Câmara Mirim, os estudantes desenvolvem senso de pertencimento e percebem que suas ações podem gerar mudanças positivas na sociedade. Dessa forma, segundo ela, a escola se torna "um espaço de formação cidadã, preparando crianças e jovens para exercer sua cidadania de maneira crítica, participativa e responsável, contribuindo para uma sociedade mais justa e democrática”.
A professora lembrou ainda que, quando era estudante no Colégio Municipal de Belo Horizonte, o Brasil vivia uma ditadura e, naquele momento, a liberdade de expressão e a participação política não estavam asseguradas como hoje.
“A gente tinha muita vontade de tentar mudar alguma coisa e a gente não podia. Eu me lembro que, na minha turma, a gente sempre queria criar, fazer, buscar e a gente não podia e, olhe que maravilha, hoje vocês podem!", disse Jurema Coutinho.
Experiência única
A candidata mirim mais votada nestas eleições, com 756 votos, foi Julia Almeida, do Colégio Batista Unidade Floresta. Ela falou aos colegas sobre sua vivência no programa.
“É algo único poder representar nossa escola, representar nossos colegas na política, representar os jovens, representar a nossa comunidade como adolescentes”, disse a vereadora mirim.
A presidente da última legislatura do Câmara Mirim, Sophia Dornellas, contou aos vereadores mirins recém-empossados sobre sua experiência no programa, e os convidou a aproveitar a oportunidade para intervir e mudar a realidade. “Quando você chega ao final de todo esse processo, você não é mais a mesma pessoa e nem a sua comunidade é a mesma. O Câmara Mirim criou uma realidade em que vocês, pessoas tão jovens, são capazes de impactar Belo Horizonte de maneira única, e disseminar as formas mais incríveis de construção social, que são a troca de experiências, a divergência de ideias e o respeito”, disse ela.
Próximos passos
Além de aprenderem sobre o processo legislativo, os participantes do programa desenvolvem habilidades de oratória e trabalho em equipe, discutem problemas das comunidades e formulam propostas para solucioná-los. A atuação no Câmara Mirim permite aos estudantes simular audiências públicas, reuniões de comissões e outras atividades típicas da rotina parlamentar, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes de seu papel político e dos caminhos que a democracia apresenta para melhorar a vida em sociedade.
A partir de agora, com a posse, os vereadores mirins se reunirão na Câmara Municipal de uma a duas vezes por mês para encontros formativos e reuniões de comissão e Plenário. Além disso, os eleitos deverão participar de audiências públicas nas escolas e de visitas técnicas.
Como participar do Câmara Mirim
A Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte indica as escolas da rede municipal que participarão de cada edição do programa. Para as unidades de ensino estaduais, federais e privadas, a seleção se dá por meio de sorteio anual. O período de inscrições é divulgado no portal da CMBH. Em caso de dúvidas, as escolas podem entrar em contato com a Escola do Legislativo pelo telefone (31) 3555-1255 ou e-mail seccid@cmbh.mg.gov.br
Superintendência de Comunicação Institucional



