AUDIÊNCIA PÚBLICA

Custos da gestão de resíduos, impactos ambientais e insegurança alimentar serão abordados

Destinação correta pode contribuir para geração de empregos e renda, combate à fome e solução de problemas ambientais

sexta-feira, 17 Setembro, 2021 - 16:00
Foto: Gercom Centro-Sul/Flickr PBH

Em decorrência do aumento populacional nos grandes centros e da elevada produção de lixo orgânico, a gestão dos resíduos sólidos urbanos é um dos maiores desafios enfrentados pelo poder público municipal. A questão será debatida, a pedido de Duda Salabert (PDT), em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente, Direito dos Animais e Política Urbana, na terça-feira (21/9), às 13h40, no Plenário Helvécio Arantes. A população também pode participar da audiência enviando perguntas, comentários e sugestões por meio do formulário eletrônico já disponível no portal da Câmara Municipal. 

Para justificar o tema  “A Gestão de Resíduos Orgânicos em Belo Horizonte e seu papel como ferramenta de enfrentamento ao atual cenário de emergência climática e insegurança alimentar", a vereadora salientou que a geração cada vez maior de resíduos sólidos está no centro de debates sobre a sustentabilidade no planeta. Segundo dados da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), em BH são geradas diariamente cerca de 2.800 toneladas de resíduos sólidos. Ainda segundo a SLU, em 2019, o transporte e aterramento desse material custou aos cofres públicos montante de R$451.203.379,00. 

Para Duda Salabert, o crescente processo de industrialização e urbanização das sociedades, bem como a adoção de novos hábitos de consumo estão entre as causas do aumento de resíduos sólidos. Ela afirma que é preciso adotar novas posturas para enfrentar a questão. A parlamentar destaca ainda que, além do problema ambiental, os custos para manutenção dessa situação são elevados, tendo em vista que os resíduos gerados na capital são transportados para o Aterro Sanitário de Macaúbas, em Sabará. Para a vereadora, como cerca de 50% dos resíduos são orgânicos, seria possível reduzir tanto os impactos ambientais quanto os custos com transporte se parte destes resíduos fossem gerenciados de uma forma mais sustentável. 

Ainda segundo a justificativa, a destinação correta dos resíduos sólidos pode contribuir para a geração de empregos e renda, bem como ser um importante aliado no combate à insegurança alimentar no município, além de auxiliar na solução de graves problemas ambientais como degradação do solo, erosão e mudanças climáticas. 

Para debater o tema serão convidados o superintendente da SLU, Cel Bicalho Cruz; os secretários municipais de Meio Ambiente, Mario Werneck; de Educação, Ângela Dalben;  e de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Maíra Colares; além do superintendente da Sudecap, Henrique Castilho. O colegiado também vai convidar para contribuir com o debate representante das instituições Articulação de Resíduos Orgânicos de BH (ARO-BH) e Coletivo Ah, É Lixo!?, Felipe Gomes; presidente da Associação Horizontes Agroecológicos, Maria Agostinha Carmo Fernandes; representante do Núcleo de Alternativas de Produção da UFMG / Rede Lixo Zero Santa Tereza, Marcelo Alves; os presidentes do Conselho Diretor da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), Luiz Alexandre Brognaro Poni; e da Seccional Minas Gerais da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), Matheus Daniel Pires Moraes ; e a co-coordenadora do Hackthon Climático, fundadora do Uniclima e membra do Conselho Climate Students Movement, Ana Carolina Correa.

Superintendência de Comunicação Institucional