Comissão pergunta sobre 80 unidades para baixa renda no bairro Lagoinha
Edificação prevê unidades para famílias de baixa renda e comércio. Requerimento questiona estágio atual do convênio
Foto: Divulgação/PBH
A Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor aprovou, nesta terça-feira (22/9), o envio de pedido de informação à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sobre o Convênio Urbanístico de Interesse Social (Cuis) previsto para o bairro Lagoinha, Região Noroeste da capital. O acordo se destina à construção de empreendimento habitacional de uso misto em terreno público localizado entre as Ruas Adalberto Ferraz e Itapecerica. O requerimento, de autoria de Trópia (Novo), questiona o andamento do convênio, a seleção da empresa, o projeto atual e a previsão para início das obras e entrega das unidades. O pedido de informação é destinado ao prefeito Álvaro Damião e à Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi). Confira o resultado completo da reunião.
Política habitacional
Em abril de 2025, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) publicou edital de concorrência para seleção de empresas interessadas na celebração do Cuis, prevendo a construção de aproximadamente 80 unidades habitacionais no bairro Lagoinha. Segundo informações divulgadas pela própria prefeitura, o empreendimento possuirá uso misto - combinando moradia e comércio -, sendo que 70% das unidades deverão ser destinadas a famílias de baixa renda e 30% poderão ser comercializados livremente pela empresa responsável. Trópia afirma que o prazo para apresentação das propostas foi encerrado em 30 de julho de 2025 e questiona a situação atual do Convênio Urbanístico de Interesse Social da Lagoinha.
A PBH deverá informar quantas empresas apresentaram propostas para o empreendimento e se alguma delas foi habilitada e declarada vencedora do processo de seleção. Caso o procedimento ainda não tenha sido concluído, o requerimento questiona as razões para a demora e as etapas que ainda precisam ser cumpridas. Trópia também solicita informações sobre a formalização do Cuis e, caso o convênio ainda não tenha sido assinado, a previsão para sua celebração.
“Considerando que o prazo para apresentação das propostas foi encerrado há mais de um ano e a relevância do empreendimento para a política habitacional e para a requalificação urbana da Lagoinha, solicitam-se os esclarecimentos”, explica Trópia.
Beneficiários e impacto urbano
A prefeitura também deverá responder se as famílias beneficiárias já foram identificadas ou cadastradas, além dos critérios que serão adotados para a seleção, a faixa de renda considerada e o programa habitacional utilizado. O requerimento questiona se haverá prioridade para moradores da Lagoinha ou para famílias em situação de vulnerabilidade. O pedido ainda busca informações sobre os impactos urbanos do projeto e sua integração às ações previstas para o Plano Centro-Lagoinha. A PBH deverá explicar se foram realizados estudos sobre mobilidade, circulação de pedestres, transporte público, drenagem, infraestrutura e acessibilidade, considerando ainda os possíveis impactos do aumento da população na região.
Por fim, o requerimento questiona se o projeto foi submetido à análise ou discussão com conselhos, órgãos de patrimônio, representantes comunitários e outras instâncias de participação social. O Poder Executivo terá 30 dias para responder aos questionamentos.
Superintendência de Comunicação Institucional



