Participantes do Parlamento Jovem elegem representantes para etapa regional
Estudantes também votaram propostas relacionadas ao tema deste ano que serão apresentadas na próxima fase do programa
Foto: Cristina Medeiros/CMBH
Alunos do ensino médio de Belo Horizonte que integram a 22ª edição do Parlamento Jovem (PJ) realizaram uma reunião plenária municipal na Câmara de BH (CMBH), nessa quinta-feira (25/6). No encontro, os estudantes elegeram quem vai representá-los na etapa regional do projeto e também votaram propostas relacionadas ao tema deste ano: “Inclusão da Pessoa com Deficiência e com Neurodivergência”. A partir de três subtemas, foram escolhidas duas proposições para cada, que vão compor um documento-base a ser discutido na fase regional. Os jovens também definiram a temática que será sugerida por Belo Horizonte para a edição de 2027: “Combate à violência contra a mulher”.
Coordenação no Polo Regional
Seis alunas de quatro escolas defenderam suas candidaturas a representantes de Belo Horizonte no Polo Regional do Parlamento Jovem (PJ). Em suas falas, reforçaram a responsabilidade e o comprometimento com o cargo e citaram valores como empatia, luta para ocupar “lugares de direito na sociedade” e olhar inovador.
“A gente vive em espaços em que precisamos muito de mudança, muito de inclusão, e a gente precisa olhar com esses olhos mais jovens”, defendeu uma das aspirantes ao cargo.
As candidatas mais votadas foram Laura Moutinho, da Escola Estadual Henrique Diniz; e Sara Fortunato, da Escola Estadual Maria Carolina Campos. Ambas coordenaram os trabalhos da plenária e vão representar a capital na fase regional do programa. Laura será também a representante da etapa estadual, tendo Sara como suplente.
Tema da próxima edição
Os participantes escolheram, dentre quatro temas propostos, aquele que será sugerido por Belo Horizonte para a próxima edição do PJ. O mais votado foi “Combate à violência contra a mulher”, apresentado pela Escola Estadual Maria Carolina Campos. Ao defender a proposta, estudantes argumentaram a necessidade do enfrentamento ao feminicídio e a uma “onda de ódio às mulheres”. Segundo eles, esse movimento vem crescendo principalmente nas redes sociais e tem afetado, inclusive, gerações mais jovens.
“Com esse tema, eu acredito que a gente vai conseguir combater a questão da ignorância e do ódio contra as mulheres, pelo menos na nossa juventude”, declarou uma das proponentes.
Acessibilidade e inclusão
Dentro da temática principal de “Inclusão da Pessoa com Deficiência e com Neurodivergência”, os jovens votaram proposições relacionadas a três subtemas. O primeiro deles, “Enfrentamento ao capacitismo e à violência”, recebeu nove sugestões de iniciativas. Uma das propostas selecionadas foi a implementação, pela Secretaria Estadual de Educação, de um programa permanente de capacitação de professores, gestores e demais profissionais de ensino para a inclusão de estudantes com neurodivergências, por meio da oferta regular de cursos, oficinas e materiais pedagógicos acessíveis. Para os apoiadores da iniciativa, a medida poderia ampliar a inclusão e motivar alunos neuroatípicos a seguir com os estudos.
A segunda medida acolhida dentro do mesmo subtema propõe a criação de um canal de denúncias de violências contra pessoas com deficiência, disponibilizado por WhatsApp e site próprio. A ideia é trazer visibilidade a esses casos e mobilizar mais políticas públicas de prevenção e combate a esse tipo de ocorrência.
Em relação ao subtema “Direito à informação e à comunicação”, foi escolhida uma proposta de disponibilização de profissionais qualificados e especializados em linguagem acessível para atender às demandas de estudantes e seus responsáveis no ambiente escolar, em todos os níveis de ensino. Outra sugestão foi a inclusão de disciplina obrigatória de ética profissional nos cursos de graduação, a fim de conscientizar sobre a importância da empatia com pessoas com deficiência e neurodivergência, bem como suas necessidades de comunicação e compreensão.
Em relação ao terceiro subtema, “Espaços acessíveis e ambientes inclusivos”, uma das sugestões apoiadas foi a criação de um programa municipal de acessibilidade, pelas prefeituras e secretarias de obras, voltado para a manutenção e construção de rampas, instalação de elevadores em prédios e transportes públicos, e ampliação de pisos táteis nas ruas. Outra medida discutida foi a implementação de um programa de fiscalização nos espaços públicos, com foco nas condições de acessibilidade e na obrigatoriedade de ajustes em instituições que não cumprem os critérios estabelecidos pelo poder público. Estudantes defenderam que essa medida beneficia a todos, ao garantir melhor estrutura e prevenir acidentes.
As proposições mais votadas vão compor o documento-base que será levado à discussão na próxima etapa do Parlamento Jovem, que engloba o Polo Regional.
Parlamento Jovem
Criado em 2004, o Parlamento Jovem é um projeto de formação política e cidadã, que oferece a estudantes do ensino médio a oportunidade de conhecerem melhor o funcionamento dos Legislativos Municipal e Estadual, além dos principais instrumentos de intervenção democrática e participação popular na vida pública. Nesta 22ª edição, participam alunos das Escolas Estaduais Henrique Diniz, Sagrada Família II e Maria Carolina Campos, além dos trabalhadores mirins da Associação Profissional do Menor de Belo Horizonte (Assprom).
O programa é uma iniciativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, com apoio da PUC Minas e das câmaras municipais de diferentes partes do estado. Na CMBH, ele é coordenado pela Escola do Legislativo, que conduz os trabalhos da etapa municipal na capital.
Superintendência de Comunicação Institucional


