EDUCAÇÃO INFANTIL

Escola precisa de reforma para ampliar a capacidade de atendimento

Soluções para os problemas estruturais devem ser discutidas em audiência pública da Comissão de Educação 

segunda-feira, 16 Abril, 2018 - 16:45
Vereador Gilson Reis, vereador Juliano Lopes e Maria Aparecida Mota, diretora da Escola Municipal CIAC Lucas Monteiro Machado, em visita técnica à escola
Bernardo Dias / CMBH

A partir de 2017, com o anúncio da criação de mais 10 mil vaga de ensino infantil pela PBH, várias escolas municipais precisaram passar por reformas e adpatações para receber novos alunos. Atenta a essas mudanças, a Comissão de Educação da Câmara de BH tem realizado visitas técnicas às unidades, no intuito de averiguar o andamento das intervenções. Nesta segunda-feira (16/4), foi a vez da Escola Municipal CIAC Lucas Monteiro Machado, situada no Bairro Vila Pinho Vale do Jatobá, no Barreiro, receber a comitiva parlamentar. No local, os vereadores Gilson Lula Reis (PCdoB) e Juliano Lopes (PTC) constataram a necessidade de ampla reforma. Foram relatados pela comunidade escolar problemas relativos à rede elétrica e à desativação de um dos prédios, bem como inadequações na biblioteca, em laboratórios, no auditório e na quadra de esportes, atualmente fora de funcionamento. A expectativa é que uma audiência pública seja agenda para discutir o tema e agilizar a solução dos problemas. 

Com 25 anos de existência e 27 mil m², a Escola Municipal CIAC Lucas Monteiro Machado funciona, hoje, em dois de seus três prédios, atendendo a cerca de 440 alunos em 5 turmas de educação infantil e em 16 de ensino fundamental.   Crianças de até cinco anos, provenientes da Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) instalada dentro da própria instituição de ensino, foram transferidas para a escola a partir de fevereiro deste ano. Em contrapartida, um dos espaços, anteriormente destinado à educação infantil, foi utilizado pela escola integrada, após a construção da UMEI.  

Conforme ressaltou a diretora da Escola Municipal CIAC Lucas Monteiro Machado, Maria Aparecida Mota, a escola não tem muros e, curiosamente, também não sofre depredação, devido à interação, parceria, responsabilidade e respeito da comunidade pelo espaço escolar.

Funcionamento

Em 2014, a instituição de ensino apresentou problemas na rede elétrica, que foram parcialmente corrigidos ao longo dos anos. Atualmente, contudo, um dos três prédios ainda encontra-se desativado e sem luz, o que impacta a capacidade de recebimento de estudantes. O prédio fechado conta conta com 17 salas de aula vazias, deixando de atender 34 turmas, ou seja, cerca de mil alunos. O espaço interditado é amplo e com cozinha industrial e um grande refeitório, necessitando da reforma de portas e janelas. 

Estrutura física 

Desde 2015, a escola funciona sem biblioteca, laboratório de Informática e Ciências, auditório e sala para a direção. Com a reforma do prédio administrativo, salas antes destinadas a outras finalidades passaram a ser utilizadas como salas de aula. Faltam mobiliários e pontos de computador e internet na biblioteca e nos laboratórios. A escola possui uma grande quadra de esportes, também desativada, mas que apresenta goteiras. Apesar dos problemas, a escola conta com espaço de lazer, área verde e banheiros adaptados para alunos do ensino infantil. 

Audiência pública

Para o vereador Gilson Lula Reis (PCdoB), que requereu a visita, a escola tem grande potencial, mas metade de sua estrutura está fechada há alguns anos, sem receber alunos do ensino fundamental. A escola passou, recentemente, por uma reforma para acolher alunos da educação infantil, mas ainda necessita de várias adequações.

“A visita não nos remete apenas à discussão pontual de questões que envolvem a adaptação da estrutura. A unidade precida passar por uma reforma mais global”, constatou o parlamentar. A expectativa, apontou o parlamentar, é que seja realizada, em breve, uma audiência pública com a presença da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, Sudecap e Secretaria Municipal de Governo.  O vereador Juliano Lopes (PTC), morador da região, que também esteve presente na visita, reforçou que a escola precisa de uma grande obra e não de pequenos ajustes. “Temos em torno da escola quase 40 mil pessoas e por isso a instituição precisa ser reformada e ampliada”, completou.  

Também participou da visita a Diretoria Regional de Educação Barreiro.


Superintendência de Comunicação Institucional