SEM SANEAMENTO

Esgoto e entulho são lançados em córrego no Céu Azul, ameaçando casas vizinhas

Segundo a Copasa, a rede de esgoto depende da limpeza do córrego, que exigirá a retirada de muros de um condomínio e de um sítio

sexta-feira, 7 Julho, 2017 - 16:45
Foto: Rafa Aguiar / CMBH

Em visita técnica ao Bairro Céu Azul, nesta sexta-feira (7/7), a Comissão de Saúde e Saneamento constatou o drama de moradores vizinhos a um córrego, situado nos fundos das casas da Avenida Victor Sanches Dumont. Devido à falta de rede de esgoto, o lixo é lançado no curso d'água, onde um manilhamento provisório não suporta o volume de resíduos, causando riscos aos imóveis. A situação é piorada pela quantidade de entulho no local. Segundo a Copasa, para que seja ligada a rede, é necessária a limpeza do córrego pela SLU, exigindo a retirada de muros de um condomínio e de um sítio no local.

“Quando chove, a água invade as casas. Além disso, os moradores convivem com escorpiões, ratos e cobras”, relatou Dirce Soares. Para o representante da Copasa, José Carlos Guimarães, o problema teve início com a ocupação desordenada do vale e moradias construídas em cima do córrego. “As pessoas fizeram uma barragem para cercar um lote em cima do leito do rio. Desta forma, é preciso desmanchar a barragem, senão o rio não vai fluir”, salientou. O córrego encontra-se com esgoto a céu aberto e o fundo de vale não possui nenhum tratamento de drenagem pluvial. Foram colocadas manilhas provisórias, para dar passagem de um lado a outro do rio. Contudo, segundo Guimarães, já existe um sistema para coleta de esgoto disponível no local, pronto para atender aos moradores.

Ressaltando que a comunidade lança lixo no córrego e que o esgoto atual é clandestino, Guimarães reforçou a importância das pessoas o interligarem na rede da Copasa, ressaltando que antes a limpeza deve ser feita pela SLU. “A síndica do condomínio tem que autorizar intervenções como a derrubada do muro para a realização da limpeza”, completou.

Responsabilidades

De acordo com os moradores, a manilha instalada provisoriamente no córrego é pequena, de 500 mm, e não dá vazão ao fluxo de água, que acaba derrubando os muros das casas. Segundo os moradores, a Copasa não ligou a rede de esgoto, alegando que a manilha é de difícil acesso, está dentro do córrego e que deve ser desobstruída para fazer as ligações. Além disso, ao instalá-las, a Copasa não pôs os tampões nas manilhas, que são obstruídas pelo lixo. A Copasa disse, na oportunidade, que irá repor os tampões.

Conforme reforçou o supervisor de Manutenção do Distrito Noroeste da Copasa, Ricardo Barbosa, não é possível ligar a rede de esgoto sem drenar o resíduo acumulado no córrego. “É preciso derrubar o muro de um condomínio e de um sítio, que margeiam o córrego, para que possa ser feita a limpeza pela SLU. O do condomínio já está autorizado”, afirmou. Segundo Barbosa, a síndica do condomínio vai assinar a documentação necessária, atestando a autorização do proprietário. Barbosa destacou, ainda, que a manilha de 500 mm deve ser trocada por uma de 1000 mm.

Intervenções

De acordo com a síndica do condomínio, Maria da Graças Cunha Mendes, foi autorizada a retirada do muro, mas somente após a limpeza do córrego.

O vereador Cláudio da Drogaria Duarte (PMN), que requereu a visita, reforçou que Copasa e SLU estão empenhadas em resolver o problema antes do início do período chuvoso, sendo que primeiramente deve ocorrer a limpeza do córrego para depois ligar a rede de esgoto. “Por meio da Comissão de Saúde e Saneamento, encaminharemos um relatório aos órgãos competentes, para que possam tomar as devidas providências”, concluiu.

Também esteve presente na visita o coordenador da Administração Regional Venda Nova, Humberto Abreu.

Superintendência de Comunicação Institucional

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