UNIDADES DE SAÚDE

Comissão constata falta de profissionais e de infraestrutura em Venda Nova

Objetivo é mapear unidades e produzir relatório pedindo melhorias à Secretaria Municipal de Saúde

terça-feira, 4 Abril, 2017 - 15:30
Comissão vistoria UPA e centros de saúde em Venda Nova, constatando falta de médicos e de medicamentos
Foto: Rafa Aguiar/CMBH

Falta de profissionais, medicamentos, aparelhagem e infraestrutura foram observados durante a visita técnica da Comissão de Saúde e Saneamento, nesta terça-feira (4/4), à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Venda Nova e aos Centros de Saúde Andradas e Santo Antônio, no Bairro São João Batista. A iniciativa faz parte da série de visitas técnicas a serem realizadas durante todo o ano às unidades de saúde da cidade que darão subsídio à elaboração de um relatório, a ser encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde.

O primeiro local vistoriado foi a UPA Venda Nova, com uma equipe de profissionais completa, totalizando quatro médicos clínicos, um cirurgião e três pediatras. No posto, são feitos cerca de 350 atendimentos por dia, que podem chegar a 420, conforme a época.

Na visita, a equipe de enfermagem fez uma reivindicação quanto ao adicional por insalubridade. Eles afirmam que recebem R$ 70, quanto deveriam receber 40% sobre o salário. Os médicos da emergência apontam, por sua vez, o comprometimento no monitoramento da pressão arterial dos pacientes, pois a área só possui um aparelho para atender a quatro leitos. Segundo eles, também faltam algumas medicações básicas para tratamento de pacientes com infarto e os respiradores disponíveis, de transporte, não são adequados para pacientes graves. Além disso, a UPA não oferece um importante exame para salas de emergência, a gasometria arterial. Falta, ainda, ventilação nos consultórios e um ortopedista para o atendimento na sala de raio X. Os usuários reclamam do tempo de espera para atendimento e da falta de produtos de higiene, como álcool gel e papel higiênico.

Centro de Saúde Andradas

Na sequência, os vereadores se dirigiram ao Centro de Saúde Andradas, que atende cerca de 19 mil usuários e possui cinco equipes do Programa Saúde da Família, além de outros médicos e profissionais de apoio. Cada equipe de PSF é formada por um médico, dois auxiliares, um enfermeiro e seis agentes comunitários de saúde (ACEs). O posto conta, também, com pediatra, ginecologista e três equipes de odontologia, zoonoses e Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Segundo gestores, o problema da falta de profissionais (médico clínico e ginecologista) será, em breve, solucionado, pois estes estão em processo de contratação. 

Também foram constatados na unidade problemas relativos à estrutura física, com o risco da queda de um muro, devido ao impacto de uma obra no entorno. Os usuários reclamam, por sua vez, da falta de medicamentos, de médicos e da dificuldade de marcar consultas especializadas, nas áreas de neurocirurgia e oftalmologia.

Centro de Saúde Santo Antônio

O último posto vistoriado foi o Centro de Saúde Santo Antônio, que possui três equipes de PSF completas, com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, cirurgião dentista, técnico e auxiliar de saúde bucal, agentes de endemias (ACEs, agentes comunitários de saúde (ACSs) e NASF. O posto atende, em média, 12 mil usuários.

Sobrecarga de energia, falta de ventilação, de computadores e de um porteiro foram alguns dos problemas constatados.

Fiscalizar para melhorar

O vereador Bim da Ambulância (PSDB), presidente da Comissão de Saúde e Saneamento, que requereu as visitas, destacou a discrepância entre a realidade de uma UPA e a realidade de um centro de saúde no que se refere à estrutura física. Quanto aos profissionais, ele apontou o déficit de ACSs, de profissionais da zoonoses e de médicos nos centros de saúde. “No decorrer das visitas aos centros de saúde da cidade tem sido frequente o problema da falta de médicos, sob a alegação dos gestores de que eles estariam em processo de contratação”, afirmou.

Catatau da Itatiaia (PSDC), ressaltou, por sua vez, o descaso do poder público com a saúde e o desrespeito com os usuários, que convivem com a falta de médicos, de medicamentos e com problemas de higiene. “Iremos fiscalizar e cobrar, pois a saúde não espera”, completou. Hélio da Farmácia (PHS) salientou a falta de segurança nos postos. Já Cláudio da Drogaria Duarte (PMN) reforçou o objetivo das visitas técnicas às instituições de saúde. ”Nosso intuito é fazer um mapeamento das unidades de Belo Horizonte, para que possamos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, obter soluções imediatas para os problemas constatados e um atendimento diferenciado, de acordo com a demanda de cada unidade, a fim de melhorar a gestão da saúde na capital”, concluiu. O vereador Dr. Nilton (PROS) também acompanhou a visita.

Superintendência de Comunicação Institucional

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