CPI DA BHTRANS

Engenheira da Tecnotrans apresenta habeas corpus e pode não depor à CPI

Renata Barra aparece nas planilhas de todas as empresas licitantes em 2008; Transporte Suplementar será ouvido nesta quarta

terça-feira, 17 Agosto, 2021 - 16:00
Fone de ouvido em pé, em cima da mesa. ao fundo, tela de computador
Foto: Karoline Barreto/ CMBH

Após ter os sigilos bancário, fiscal e de dados telefônicos quebrados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da BHTrans, a engenheira técnica da Tecnotrans, Renata Avelar Barra, foi intimada a prestar esclarecimentos na condição de testemunha. O nome da funcionária aparece nos arquivos das planilhas de várias empresas concorrentes na licitação do transporte coletivo em 2008, como tendo elaborado todas as propostas, o que indica a suspeita de formação de cartel. Apesar da intimação, Renata Barra está amparada por habeas corpus e pode não comparecer à oitiva, marcada para ocorrer no Plenário Helvécio Arantes, nesta quarta-feira (18/8), às 11h, por solicitação do presidente da CPI, vereador Gabriel (sem partido). Na mesma data, a partir das 9h30, os parlamentares devem ouvir o representante da Comissão Independente do Transporte Suplementar, Fábio Filomena, e a permissionária  do Transporte Suplementar, Edilene Aparecida Geraldi.

Funcionária da Tecnotrans e filha do sócio-administrador André Luiz Barra, Renata Avelar Barra Righi é apontada como tendo elaborado todas as planilhas das empresas que participaram da licitação para a concessão do serviço de transporte da capital mineira, em 2008, o que levanta suspeita de cartel entre as participantes. A quebra de sigilos de Renata Avelar foi baseada no procedimento investigativo instaurado pelo Ministério Público de Contas do Estado, que demonstrou elementos que evidenciam a participação da Tecnotrans na montagem dos vencedores da licitação.

Também a pedido de Gabriel, o representante da Comissão Independente do Transporte Suplementar, Fábio Filomena, deverá prestar depoimento, na condição de testemunha. O colegiado quer esclarecer denúncias da Comissão Independente do Transporte Suplementar, sobre a retenção de recursos na Transfácil, que não teria transferido aos permissionários os repasses feitos pela PBH, que equivalem à antecipação de vales-transporte e são parte de acordo firmado com as empresas de ônibus para manter funcionamento do serviço durante período de isolamento da pandemia.

Ainda durante a reunião, a CPI vai ouvir a permissionária do Transporte Suplementar, Edilene Aparecida Giraldi. O requerimento, assinado por Gabriel, informa que ela será ouvida como testemunha.

Superintendência de Comunicação Institucional