Disponível em (https://cmbhweb.cmbh.mg.gov.br)


Programa de urbanização de becos e escadarias avança em 1º turno

Assunto: 
POLÍTICA URBANA
Escadaria no Beco Primeiro de Maio, bairro Vila Leonina
Foto: Cláudio Rabelo/CMBH

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana emitiu, nesta segunda-feira (31/8), parecer recomendando a aprovação do Projeto de Lei (PL) 877/2026, que institui o Programa de Urbanização de Becos e Escadas em Vilas e Favelas do Município. Assinado por Professor Juliano Lopes (Pode) e outros oito vereadores, o texto que tramita em 1º turno prevê melhorias na mobilidade, paisagismo, iluminação e drenagem desses locais por meio de soluções baseadas na natureza e na participação comunitária. Para a relatora no colegiado, Luiza Dulci (PT), a proposta acerta ao contribuir para a resiliência climática e incluir os próprios moradores das comunidades nos processos de intervenção dos cenários da cidade. Agora, o PL segue para análise das Comissões de Administração Pública e Segurança Pública; e de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor, antes que possa ter sua primeira votação em Plenário. Confira o resultado completo da reunião.  

Dignidade urbana

O PL 877/2026 define como estratégias de qualificação urbanística a implementação de áreas verdes e jardins de chuva; pavimentação que garanta a permeabilidade da via para melhorar a drenagem urbana; ações de saneamento; instalação de tecnologias de iluminação e configuração dos espaços para promover inclusão e acessibilidade. 

Também são previstos pelo texto a promoção de intervenções artísticas que valorizem a identidade cultural das comunidades e o incentivo à apropriação do espaço público por meio da implantação de mobiliário urbano e espaços de convivência. De acordo com o texto, o programa deve fortalecer a participação comunitária na concepção, execução e manutenção dos espaços urbanizados. 

Segundo Professor Juliano Lopes e os demais autores do projeto, o objetivo é promover justiça social e dignidade urbana, assegurando o “direito de todos os cidadãos a um ambiente urbano qualificado e seguro”.

Também assinam o texto Flávia Borja (Pode), José Ferreira (Pode), Leonardo Ângelo (Cidadania), Neném da Farmácia (Mobiliza), Osvaldo Lopes (Pode), Professora Marli (PP), Tileléo (PP) e Wagner Ferreira (Rede).   

Sensibilidade social

O parecer favorável ressalta a sensibilidade social do PL ao buscar a integração de áreas historicamente negligenciadas com o restante da cidade, contribuindo para a redução da “segregação socioespacial”. Também defende que as soluções com base na natureza representam avanço ao contribuir para a resiliência climática e a biodiversidade urbana. Luiza Dulci ainda avalia positivamente a previsão de participação social e as intervenções artísticas próprias das comunidades, que garantem “que cada projeto terá a cara e a alma da comunidade que o abriga”.

“Sabemos que a urbanização de um beco ou de uma escadaria não se resume a obras; trata-se de um processo de transformação da relação dos moradores com o seu espaço. Ao envolvê-los ativamente, o projeto aumenta as chances de sucesso, de apropriação e, consequentemente, de sustentabilidade das intervenções”, afirma a relatora. 

Grupo de trabalho

O projeto define que o programa de urbanização será coordenado por grupo de trabalho a ser detalhado pelo Poder Executivo em regulamento. As regras deverão garantir a participação de representantes das comunidades beneficiadas. O documento ainda precisará incluir etapas e prazos de implementação, metas e cronogramas, formas de participação comunitária e procedimentos de monitoramento e avaliação de resultados. 

“Essa opção legislativa, embora confira flexibilidade à implementação, transfere para o Executivo a concretização de aspectos essenciais ao sucesso do programa, o que demandará atenção na fase de regulamentação para garantir que os objetivos ambientais e urbanísticos sejam alcançados”, ressalva Luiza Dulci. 

Tramitação

O PL 877/2026 já passou pela avaliação da Comissão de Legislação e Justiça, quando recebeu parecer pela sua constitucionalidade, legalidade e regimentalidade. O texto ainda deve passar pela Comissão de Administração Pública e Segurança Pública e Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor antes que possa ser votado em 1º turno. Para ser aprovado, precisa do voto favorável da maioria dos membros da Câmara (21), em dois turnos.

Superintendência de Comunicação Institucional

28ª Reunião Ordinária - Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana

Data publicação: 
segunda-feira, 31 Agosto, 2026 - 17:45
Vídeo Relacionado: 
Suprimir Assunto: 
0
Notícias Relacionadas: 
PL cria programa para urbanização de becos e escadas das vilas e favelas de BH
Tópicos: 
Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana
Flávia Borja
José Ferreira
Leonardo Ângelo
Professora Marli
Professor Juliano Lopes
Wagner Ferreira
Tileléo
Osvaldo Lopes
Neném da Farmácia