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Aprovado, em 1º turno, projeto que qualifica mulheres para a construção civil

Assunto: 
Plenário
Fotos: Cláudio rabelo/CMBH

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, nesta quarta-feira (8/7), o Projeto de Lei 722/2026, que institui o Programa Mulheres na Obra, com a finalidade de promover a qualificação profissional, teórica e prática, e a inclusão produtiva de mulheres no setor da construção civil. Proposto pelo Executivo, o programa será destinado a atender, prioritariamente, mulheres maiores de 18 anos, residentes em BH, em situação de vulnerabilidade social, bem como aquelas em situação de violência doméstica e familiar. O Plenário também deu aval ao PL 608/2025, que institui o Estatuto da Pessoa com Doença Rara, estabelecendo princípios, diretrizes e direitos fundamentais deste público. De autoria de Professora Marli (PP), a proposição reconhece ainda que a pessoa com doença rara, quando apresentar impedimentos de longo prazo, deve ser considerada, para todos os fins legais, como pessoa com deficiência, garantindo-lhe todos os direitos previstos na legislação. Outra proposição a receber o "sim" dos vereadores,  o PL 539/2025 cria a Política Municipal de Práticas Integrativas e Complementares (PMPICS) no SUS-BH. De autoria de Dr. Bruno Pedralva (PT), a proposição amplia e moderniza a oferta de terapias integrativas em consonância com o que dispõem as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Com a aprovação em 1º turno, por unanimidade, os três projetos retornam à análise das comissões para avaliação de emendas e só depois poderão ser anunciados para votação definitiva. 

Mulheres na construção civil

O setor da construção civil tem sido um dos principais motores de geração de emprego e renda em Belo Horizonte. Em 2025, conforme os dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor respondeu por cerca de 34% de todo o saldo positivo de empregos com carteira assinada no município, configurando-se como o segundo maior gerador líquido de vagas, atrás apenas do setor de serviços.

Tradicionalmente, os homens têm mais oportunidades de capacitação e inserção nesse mercado, o que contribui para sua predominância no setor. Diante de tal cenário, o PL 722/2026 pretende fomentar políticas que ampliem o acesso das mulheres às oportunidades geradas pela construção civil, assegurando que elas também possam se beneficiar do atual ciclo de expansão e empregabilidade no setor. 

Ao instituir o Programa Mulheres na Obra, o projeto surge como resposta às desigualdades identificadas, com foco na capacitação técnica e inclusão produtiva, priorizando mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social. 

O 1º vice-líder de governo, Diego Sanches (Solidariedade), destacou o impacto positivo que o programa deve produzir no que diz respeito ao desenvolvimento econômico e à empregabilidade da mulher, como também em casos de vulnerabilidade e violência doméstica:

“Muitas das vezes, a mulher fica ‘presa’ ao companheiro por questões meramente financeiras, então, é um impacto econômico, mas muito, muito mais social”.

Auxílios

A proposição também autoriza que às beneficiárias sejam concedidos auxílios de natureza assistencial, destinados a viabilizar sua permanência nas atividades do programa, inclusive por meio de apoio para alimentação, deslocamento e aquisição de material.

Luiza Dulci (PT) parabenizou a prefeitura pelo projeto e destacou a importância dos auxílios propostos para que as beneficiárias possam participar dos cursos de capacitação. Além disso, a parlamentar destacou aprimoramentos apresentados: “Nós fizemos aqui algumas emendas pra podermos avançar também garantindo que essas mulheres possam ser capacitadas não só para o trabalho de serventes e tudo mais, mas que elas possam também estar na gestão destas obras”.

Como recebeu emendas, o projeto voltará a tramitar por quatro comissões permanentes da Câmara antes de poder vir a ser anunciado para apreciação, em 2º turno, em Plenário, quando estará sujeita à aprovação da maioria dos vereadores presentes.

Pessoa com Doença Rara

Doenças raras, por definição, acometem um pequeno número de pessoas em relação à população geral, mas representam um grande desafio para as famílias, para o SUS e para o poder público, devido à complexidade dos diagnósticos, à escassez de tratamentos e à dificuldade de acesso a serviços especializados.

Diante disso, o PL 608/2025, ao instituir o Estatuto da Pessoa com Doença Rara, pretende fortalecer as políticas públicas voltadas à equidade em saúde, à inclusão educacional e ao apoio psicossocial das famílias. Além disso, a proposição incentiva a formação e a capacitação de profissionais, o desenvolvimento de pesquisas e o diagnóstico precoce.

Entre os direitos das pessoas com doenças raras previstos no projeto constam acesso à assistência terapêutica integral por meio do SUS; aos serviços de habilitação e reabilitação, inclusive mediante atendimento por equipe multidisciplinar; e à atenção psicossocial, extensiva aos familiares.

“Este projeto representa um avanço importante para garantir direitos, promover a inclusão e fortalecer as políticas públicas voltadas às pessoas com doenças raras”, afirmou Professora Marli. 

Como recebeu emendas, o projeto voltará a tramitar por quatro comissões permanentes da Câmara antes de poder vir a ser a anunciado para apreciação em Plenário, em 2º turno, quando precisará do voto favorável de, pelo menos, 21 vereadores para aprovação.

Práticas Integrativas e Complementares

As Práticas Integrativas e Complementares (Pics) como acupuntura, meditação, yoga, fitoterapia e terapias manuais têm ganhado reconhecimento global por sua eficácia no tratamento e prevenção de diversas condições de saúde, bem como por promoverem o bem-estar físico, mental e emocional. A Organização Mundial da Saúde (OMS), inclusive, recomenda a integração das medicinas tradicionais e complementares aos sistemas nacionais de saúde.

No Brasil, pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde indicam que a oferta de PICS no SUS tem contribuído para a redução do uso de medicamentos convencionais, especialmente analgésicos e anti-inflamatórios, além de melhorar a adesão aos tratamentos e a satisfação dos usuários.

Ao propor a Política Municipal de Práticas Integrativas e Complementares (PMPICS) na Rede Municipal de Saúde de Belo Horizonte, o PL 539/2025 qualifica as Pics como as abordagens terapêuticas que enfatizam a escuta acolhedora, a construção de laços entre o usuário e o terapeuta e a conexão entre o ser humano, o meio ambiente e a sociedade, com o objetivo de promover e de recuperar a saúde e de prevenir agravos à saúde. 

Conforme o projeto, a implantação de novas modalidades de Práticas Integrativas e Complementares na rede municipal de saúde deverá estar em conformidade com as disposições do Ministro do Ministério da Saúde, observando os princípios da Prática Baseada em Evidências e a valorização do papel dos saberes tradicionais e populares.

Nesta perspectiva, o projeto prevê o acesso da população às Pics; a formação de profissionais da rede municipal de saúde para a oferta de tais práticas; e o acompanhamento e avaliação da implantação das mesmas no município. 

Conforme o autor da proposta, Bruno Pedralva, a iniciativa é fruto de uma construção coletiva, que inclui grupos que participam das práticas integrativas e complementares nos serviços de saúde e tem o objetivo de estimular a prefeitura a ampliar a oferta de Pics como a fitoterapia, a acupuntura, a homeopatia e a antroposofia na rede pública municipal.

“A PBH foi referência disso no início da década de 1990, mas a gente precisa agora se concatenar mais com as politicas nacionais que têm estimulado as práticas integrativas e complementares”, argumentou Pedralva.

Como recebeu emendas, o projeto volta às comissões antes de poder ir a Plenário para votação definitiva, que dependerá do voto favorável da maioria dos vereadores presentes.

Unidade Básica de Saúde

O PL 863/2026, que tem por finalidade definir a área destinada à implantação de uma Unidade Básica de Saúde no Bairro Novo das Indústrias, terá a tramitação acelerada na Câmara Municipal em decorrência da aprovação, nesta quarta-feira, do Requerimento 516/2026. A decisão dos parlamentares faz com que o projeto seja apreciado em reunião conjunta pelas Comissões de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana; de Saúde e Saneamento; e de Administração Pública e Segurança Pública. Tanto o projeto quanto o requerimento são de autoria do vereador Irlan Melo (PL).

Encerrada esta fase da tramitação, o projeto estará pronto para vir a ser anunciado para apreciação, em Plenário, em 1º turno, quando precisará do voto favorável de, pelo menos, 28 vereadores para ser aprovado.

Superintendência de Comunicação Institucional

56a Reuniao Ordinaria Plenario

Data publicação: 
quarta-feira, 8 Julho, 2026 - 19:00
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Tópicos: 
Diego Sanches
Dr. Bruno Pedralva
Irlan Melo
Professora Marli
Luiza Dulci