Comissão pede informações sobre medidas de segurança em Conselhos Tutelares
Dois pedidos de informações relacionados ao funcionamento dos Conselhos Tutelares de Belo Horizonte foram aprovados pela Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor em reunião nesta terça-feira (21/7). Ambos os requerimentos foram apresentados por Uner Augusto (PL) e são destinados ao prefeito Álvaro Damião. O Requerimento de Comissão (RC) 2762/2026 questiona o andamento de medidas e projetos de segurança nos órgãos; e o RC 2762/2026 pretende obter dados sobre a implementação, operacionalização, integração e capacitação relacionada ao Sistema de Informação para Infância e Adolescência (Sipia), no âmbito da rede municipal de proteção. O prefeito tem até 30 dias para se manifestar. Confira o resultado completo da reunião.
Segurança dos Conselhos Tutelares
Em um dos requerimentos, Uner Augusto pede esclarecimentos sobre as medidas de segurança adotadas nos Conselhos Tutelares da capital. Segundo o vereador, a solicitação foi motivada por relatos de vulnerabilidade estrutural e operacional nas unidades, incluindo insuficiência de mecanismos de proteção para conselheiros, servidores e usuários.
O parlamentar questiona se existe um plano específico de segurança para os equipamentos e o estágio de implementação, além de solicitar cópia do projeto e de eventuais estudos técnicos. Também pede dados sobre a existência de câmeras de monitoramento, implantação de botões de pânico e sobre a integração desses dispositivos com órgãos de segurança pública.
O texto ainda traz perguntas sobre ocorrências de violência registradas nos últimos cinco anos nos locais, e se há protocolos de segurança a serem seguidos. As condições estruturais das unidades, os investimentos realizados em segurança, o cronograma de implantação das medidas de proteção e a participação dos conselheiros na elaboração e discussão dessas iniciativas também estão entre as indagações. Ao final, o vereador solicita o envio de documentos como planos de segurança, relatórios técnicos, protocolos de emergência e estatísticas de ocorrências.
Utilização do Sipia
O outro requerimento dentro do mesmo tema trata da implementação do Sistema de Informação para Infância e Adolescência (Sipia) na rede municipal. Segundo Uner Augusto, durante visitas técnicas foram observadas dificuldades operacionais e falta de capacitação para a utilização da ferramenta, principalmente nos Conselhos Tutelares.
O Sipia é um sistema nacional de registro e tratamento de informações sobre a garantia e defesa dos direitos fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele reúne dados em nível municipal, estadual e nacional para formulação de políticas públicas no setor. A base do sistema é o Conselho Tutelar, para onde são enviadas as demandas sobre violação ou não atendimento aos direitos assegurados da criança e do adolescente.
Entre os questionamentos, Uner solicita informações sobre o estágio de implantação do sistema, sua integração entre os Conselhos Tutelares e as áreas de saúde, educação e assistência social. Ele também pergunta sobre quais os órgãos utilizam o Sipia atualmente e se existem diagnósticos sobre as dificuldades de operação. O parlamentar indaga se a Prefeitura de Belo Horizonte reconhece que o funcionamento isolado da ferramenta, apenas pelos Conselhos Tutelares, compromete a efetividade da rede de proteção e pergunta se existem planos para universalização e integração plena do sistema a outros equipamentos.
O vereador ainda pede detalhes sobre as capacitações realizadas nos últimos cinco anos, se há um planejamento contínuo de formações e quais os protocolos de treinamento para servidores. Ele questiona também quais ações de articulação entre a prefeitura, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e o Ministério dos Direitos Humanos vêm sendo realizadas para fortalecer o sistema.
Superintendência de Comunicação Institucional