Iluminação azul em apoio à luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica
A partir desta sexta-feira (19/6), a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) será iluminada com a cor azul, em homenagem ao Dia da Conscientização sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), celebrado em 21 de junho. A iluminação especial foi solicitada pela vereadora Professora Marli (PP), que ressalta a importância da iniciativa para aumentar o conhecimento da sociedade sobre o tema e demonstrar apoio e sensibilização às pessoas com esta condição. A ELA é uma doença grave e progressiva, que ataca as células nervosas responsáveis por comandar os movimentos do corpo.
“A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma condição rara que muitas vezes é subdiagnosticada, e é de extrema importância que iniciativas de conscientização sejam promovidas para aumentar o conhecimento da sociedade sobre o tema”, argumenta a parlamentar.
Dia Municipal da Esclerose Lateral Amiotrófica
Desde janeiro deste ano, o Dia Municipal da Esclerose Lateral Amiotrófica consta no calendário oficial do Município, sendo celebrado em 21 de junho. De acordo com a Lei 11.967, a data tem como objetivos: promover ações de conscientização e informação sobre a ELA; incentivar a capacitação de profissionais da área da saúde para diagnosticar, tratar e acompanhar o paciente acometido pela doença; além de fomentar campanhas, debates e iniciativas voltados à melhoria da qualidade de vida da pessoa com ELA e de sua família. A norma visa ainda promover a inclusão e o respeito à pessoa com doença rara, assegurando a ela visibilidade e empatia social, bem como garantir estímulo a parcerias entre poder público, universidades, instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil e grupos de apoio.
Além do Dia Municipal, em 21 de junho também é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica e o Dia Nacional de Luta Contra a ELA no Brasil.
Sobre a doença
O objetivo dessas celebrações é conscientizar a população sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica, doença grave e progressiva que ataca as células nervosas (neurônios) responsáveis por comandar os movimentos do corpo. Com o tempo, o cérebro perde a capacidade de iniciar e controlar esses movimentos, o que leva a uma fraqueza muscular que piora gradualmente, afetando a capacidade de realizar atividades como andar, falar, engolir e até respirar.
Entre os principais sinais e sintomas estão fraqueza nas mãos, braços ou pernas, levando a quedas de objetos ou tropeços frequentes; dificuldade para falar, com a voz ficando anasalada ou pastosa; cãibras musculares e contrações involuntárias e visíveis dos músculos, principalmente na língua; e dificuldade para engolir.
Diagnóstico e atendimento
Não existe um exame único para diagnosticar a ELA. O diagnóstico é clínico, ou seja, o médico especialista (neurologista) avalia os sintomas, o histórico do paciente e faz um exame físico detalhado, procurando sinais de acometimento dos neurônios motores superiores e inferiores. O diagnóstico pode demorar alguns meses para ser concluído, pois é preciso acompanhar a progressão dos sintomas e afastar todas as demais possibilidades.
No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento começa na Atenção Primária à Saúde, que é a porta de entrada para o sistema. De lá, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada. Em casos mais avançados, o atendimento pode ocorrer por meio do Serviço de Atenção Domiciliar, que leva o cuidado até a residência do paciente.
Superintendência de Comunicação Institucional