Câmara de BH ilumina fachada de roxo para sensibilizar sobre síndrome de Rett
A fachada da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) receberá iluminação especial na cor roxa entre esta quinta-feira (1º/10) e domingo (4/10), em apoio à conscientização em relação à síndrome de Rett. O distúrbio neurológico raro e progressivo, com incidência principalmente em meninas, pode causar atrasos na aprendizagem e perda de habilidades motoras e de comunicação, entre outros sintomas. “Iluminar a Câmara de roxo é mais do que um gesto simbólico: é dar visibilidade à síndrome de Rett, reconhecer a luta das famílias e reforçar que nenhuma história deve permanecer invisível”, afirma o vereador Tileléo (PP), autor do pedido de iluminação.
Campanha nacional
Liderada pela Associação Brasileira de Síndrome de Rett (Abre-te), a campanha Outubro Roxo busca conscientizar o público sobre a situação dos portadores da síndrome. Os sintomas da doença costumam aparecer quando o bebê tem entre seis e 18 meses. Apesar de não haver cura, é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes com atendimento especializado.
A síndrome é causada por uma mutação no gene MECP2, localizado no cromossomo X, essencial para a maturação e o funcionamento adequado dos neurônios e conexões sinápticas. O fato de esse gene estar localizado no cromossomo X explica porque a doença se manifesta principalmente no sexo feminino, caracterizado por dois cromossomos X. De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês), estima-se que a doença afete 1 em cada 10 mil meninas nascidas a cada ano.
Sintomas e tratamento
A síndrome de Rett não afeta todas as crianças da mesma maneira e algumas desenvolvem formas mais graves da doença. Entre os primeiros sintomas observados estão tônus muscular baixo (hipotonia); dificuldade de alimentação; atraso no desenvolvimento da fala; problemas de mobilidade, como dificuldade para sentar, engatinhar e andar; e falta de interesse em brinquedos. No estágio seguinte, a criança pode apresentar perda da capacidade de usar as mãos de forma intencional, isolamento social e desaceleração do crescimento da cabeça.
Segundo informações do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, o estágio 3 é marcado por convulsões e piora nos padrões respiratórios. O estágio 4, que pode durar décadas, costuma ser marcado pelo desenvolvimento de uma curvatura para a esquerda ou para a direita na coluna vertebral, conhecida como escoliose; fraqueza muscular e espasticidade, particularmente nas pernas; e perda da capacidade de andar.
Como não há cura para a síndrome de Rett, o tratamento se concentra no controle dos sintomas. São recomendadas terapias para fala, terapia ocupacional e fisioterapia, além de coletes ortopédicos e órteses. Remédios podem ajudar a conter crises respiratórias e convulsões. Equoterapia, natação, hidroterapia e musicoterapia são intervenções complementares indicadas.
Superintendência de Comunicação Institucional