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Vereadora Luiza Dulci é a entrevistada da semana em videocast da CMBH

Assunto: 
CÂMARA EM FOCO
O jornalista Alessandro Duarte entrevista a vereadora Luiza Dulci no Plenário Amintas de Barros
Rafaela Ribeiro/CMBH
Quando tomou posse para seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Belo Horizonte, em janeiro de 2025, a vereadora Luiza Dulci (PT) disse que estaria no legislativo por “uma BH do Bem Viver”. Mas o que isso significa? Em sua participação no videocast Câmara em Foco, iniciativa da CMBH para levar aos cidadãos entrevistas em profundidade com os parlamentares do Legislativo municipal, ela explica qual o sentido do slogan, que ela trazia em um adesivo colado em seu blazer. “Uma BH do Bem Viver é uma cidade melhor e mais justa para todas as pessoas. Uma cidade em que a gente possa transitar com mais mobilidade, com mais segurança, e que tenha opções de lazer gratuitas, trabalho digno e mais direitos”, afirma. Com o lema em mente, ela lutou pela aprovação de uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica que acrescenta o acesso à água potável ao rol de garantias e direitos fundamentais do belo-horizontino. Durante o bate-papo, Luiza fala ainda de alguns de seus projetos, como o que trata da instalação de bebedouros públicos em praças, parques e calçadões; da participação na Comissão de Mulheres; da importância da participação popular tanto no anúncio do aumento dos ônibus de madrugada quanto da gratuidade aos domingos; e da viagem que fez à China, no último mês de novembro.
 
BH do Bem Viver e o direito à água
 
Ao pensar a BH do Bem Viver, Luiza Dulci destaca a importância das relações de trabalho. Para ela, o fim da escala 6x1 é essencial para que as pessoas possam interagir mais com a cidade. Segundo a parlamentar, a capital também precisa de um “crescimento ambientalmente orientado”. A Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) 1/2025, aprovada em novembro, que acrescenta o acesso à água potável ao rol de garantias e direitos fundamentais do belo-horizontino, também, de acordo com a parlamentar, dialoga com a ideia de BH do Bem Viver. 
 
“BH é a primeira cidade a aprovar o direito à água e, para mim, isso é bem viver. A nossa lei orgânica dispõe sobre as obrigações do poder público, do Município, e sobre os direitos da população. Então, ter o direito à água é uma forma de a gente poder lutar contra o racionamento que já acontece na maior parte das periferias da capital”, afirma Luiza.
Ela ressalta que a aprovação da PELO é “mais um instrumento de luta da população para ter acesso à água”. Como forma de “democratizar esse direito”, Luiza apresentou o PL 90/2025, que dispõe sobre a instalação de bebedouros públicos em praças, parques, calçadões e outros espaços. “Isso é algo que permite a ocupação da cidade. É essencial não apenas para quem está transitando, mas para a população em situação de rua, para ambulantes. Sobretudo em um contexto de mudanças climáticas, de aquecimento global, é uma forma de a gente permitir que as pessoas usem o espaço público”, acredita.
 
Violência de gênero
 
Luiza lembra do ciclo de debates na Comissão de Mulheres para discutir o enfrentamento à violência de gênero. Nos encontros, representantes da sociedade civil expuseram que um dos maiores desafios seria a falta de recursos financeiros  por parte do poder público. Ela destaca a importância de rever os recursos destinados a esse enfrentamento, mas cita outras questões, "tão importantes quanto", como a dificuldade na integração dos serviços públicos municipais com os do governo do estado e as polícias. 
 
“É fundamental a gente estar conversando sobre isso quando vemos a escalada dos crimes de feminicídio no nosso país, e sabemos que o feminicídio é o ponto final de uma série de violências que acontecem contra as mulheres. E mostrar que a Câmara Municipal de Belo Horizonte está atenta a esse problema é muito importante, é um recado das mulheres para toda a cidade”, afirma a vereadora.
Para ela, o maior problema é a cultura da violência, do machismo, da misoginia e do patriarcado. “Há um trabalho a ser feito com as políticas públicas de atendimento, de acolhimento às mulheres vítimas de violência, mas tem outra dimensão que é a mudança cultural. Precisamos fazer com que todos tenham direitos iguais, tenham espaços iguais na sociedade”, diz.
 
Busão 0800
 
Durante uma audiência pública realizada pela Comissão de Mobilidade Urbana para debater a falta de ônibus noturnos na capital, Luiza chegou a afirmar que a mobilidade é o principal problema em BH. Questionada sobre o papel da participação popular no anúncio, pela Prefeitura de Belo Horizonte, no final de 2025, a respeito do aumento no número de linhas que circulam de madrugada e da gratuidade aos domingos, a vereadora foi taxativa: “Esses anúncios foram uma conquista direta da mobilização que a cidade fez e que nós aqui na Câmara Municipal acolhemos”. 
 
Ela diz que os programas de gratuidade aos domingos e o “Madrugão”, como foi batizado o acréscimo às linhas noturnas, mostram que o Parlamento municipal está sintonizado com o que acontece no Brasil e no mundo. “Foi algo de muito concreto que a Câmara fez e que a Prefeitura agora vai implementar. Não teria implementado - tenho certeza disso - se não fosse a mobilização que a gente conseguiu fazer no Parlamento, nas ruas e nas redes de Belo Horizonte”, argumenta.
 
Viagem à China
 
Luiza lembra de sua recente viagem à China, que classificou como “inspiradora e provocadora”. Lá, ela se deparou com cidades com parques 24 horas, sistemas de transporte integrados e sensação de segurança a qualquer hora do dia.
“Mas o que eu gostaria de destacar é a dimensão comunitária. Todas as políticas públicas têm uma governança comunitária, uma participação da comunidade na gestão dessas políticas. Isso permite que as pessoas se apropriem das políticas. Nós já temos isso de certa maneira no Brasil, mas precisa aumentar, para a gente cuidar mais do que é nosso, para se sentir parte da cidade”, afirma.
Outro ponto que chamou sua atenção foi "o horizonte de planejamento". Luiza acredita que no Brasil tudo é pensado de forma imediata. “Lá na China eles conseguem pensar no curto, no médio e no longo prazo”, conta. No museu dedicado ao legado do arquiteto chinês Kongjian Yu, criador do conceito de cidade esponja, ela se deparou com a necessidade de pensar a questão da drenagem a partir das bacias. “Aqui em Belo Horizonte, infelizmente, a gente veio historicamente tamponando os nossos rios, tampando os rios. A cidade tem algumas políticas importantes, mas é preciso pensar a cidade de uma forma mais respeitosa com as pessoas e com o meio ambiente. Para mim, isso é pensar numa cidade esponja”, diz. 
 
Esta e outras entrevistas com parlamentares desta legislatura podem ser acompanhadas no videocast Câmara em Foco, que já recebeu 22 dos 41 vereadores da capital.
 
Superintendência de Comunicação Institucional

Data publicação: 
terça-feira, 13 Janeiro, 2026 - 13:15
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Luiza Dulci